• Home
  • Política
  • Esportes
  • Economia
  • Em Foco
  • Mundo
  • Geral
Organização: Marcos Felippe,  
segunda-feira, 2 novembro, 2026
Ultima hora news
  • Home
  • Política

    Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

    Liberdade para Ritchy Thibault: dois eventos em apoio ao ativista preso nesta sexta-feira em Paris.

    Lula terá Congresso mais à direita e enfrentará desafios para governar no quarto mandato

    Coordenador de campanha do PL admite não ter prova de fraude eleitoral

    Avião com Flávio Bolsonaro e família segue para Miami

    “Ato vergonhoso”, diz Lula sobre fuga de Flávio Bolsonaro

    Flávio Bolsonaro foge do Brasil e está chegando aos EUA, dizem jornais

    “Vamos mudar o jeito de governar este país”, diz Lula

    Flávio não reconhece vitória de Lula e tentará anulação do pleito

  • Esportes

    Palmeiras sai na frente do Vasco na semifinal da Copa do Brasil: 1 a 0

    Brasil avança às quartas da AmeriCup no basquete masculino 3×3

    Coritiba derrota Vitória e volta a vencer depois de sete jogos: 2 a 0

    Com viradas, Corinthians bate Palmeiras na semi do Paulista F Sub-20

    Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas destaca gol mais bonito de 2026

    Ancelotti convoca seleção para amistosos contra Japão e Singapura

    Corinthians é o 1º classificado à final da Libertadores Feminina

    Remo volta a vencer após 12 jogos e complica Botafogo no Brasileirão

    Brasileirão: Palmeiras fica no zero com o Santos e Flamengo agradece

  • Economia

    Petrobras reajusta combustível de aviação em R$ 0,45 por litro

    CFEM 2026/2027: ANM divulga lista provisória com 2.474 municípios afetados pela mineração

    União Africana reforça visão de economias interligadas e prosperidades partilhadas

    MTE recebe 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral em três dias

    Aneel mantém bandeira tarifária verde em novembro

    Brasil abre mercado em Bangladesh e Colômbia para pecuária

    Petrobras anuncia 3ª descoberta de petróleo em poço na Foz do Amazonas

    Perdão das dívidas de MEIs é medida fiscal “necessária”, diz ministro

    Contas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro

  • Em Foco

    Filme colombiano vence Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

    Prazo para inscrever projetos na Lei Rouanet termina neste sábado

    Marisa Monte fará show beneficente para Instituto da Providência

    Morre Irene Santos, fotógrafa e pesquisadora da memória negra

    Rádio MEC transmite ao vivo concerto da Orquestra Filarmônica de Goiás

    Cena Musical, da TV Brasil, celebra vida e obra de Roberto Menescal

    Caminhos da Reportagem exibe edição sobre Serra da Capivara, no Piauí

    Ícone da MPB, Benito di Paula morre em São Paulo aos 84 anos

    Festival de Cinema valoriza produções de crianças e adolescentes

  • Mundo

    Relatório africano associa riscos de segurança em Cabo Delgado à exploração do gás

    Greve nacional na Itália: acompanhe a cobertura ao vivo do dia de mobilização contra Meloni e a militarização.

    Flávio Bolsonaro cruza fronteira argentina e segue para o Equador

    Nas redes sociais, líderes latino-americanos saúdam Lula pela vitória

    Xenofobia: mais de 15.000 migrantes retornaram da África do Sul através de Moçambique

    Kenmare aguarda posição oficial do Governo sobre renovação de acordo

    País identifica cinco projetos de valorização mineral

    Mineração em Nampula: Conflitos persistem entre empresas e comunidades

    Tete: Acidente de viagem provoca 13 mortos e 20 feridos

  • Geral

    Anvisa aprova 5 novas canetas para tratamento de diabetes e obesidade

    Campanha alerta para doença em diabéticos que pode causar cegueira

    Funai aciona PF e pede apuração de casos de ataques contra indígenas

    Governo alerta para golpe envolvendo o Auxílio Reconstrução

    Anvisa suspende propaganda enganosa de suplementos alimentares

    Sergipe: Hemose promove mais uma edição do Sabadão Solidário para reforçar os estoques de sangue

    Médicos lançam guia para evitar recusa de mamografia digital

    PF cumpre no Rio novos mandados da Operação Unha e Carne

    Avião com Flávio Bolsonaro e família segue para Miami

No Result
View All Result
Ultima hora news
  • Home
  • Política

    Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

    Liberdade para Ritchy Thibault: dois eventos em apoio ao ativista preso nesta sexta-feira em Paris.

    Lula terá Congresso mais à direita e enfrentará desafios para governar no quarto mandato

    Coordenador de campanha do PL admite não ter prova de fraude eleitoral

    Avião com Flávio Bolsonaro e família segue para Miami

    “Ato vergonhoso”, diz Lula sobre fuga de Flávio Bolsonaro

    Flávio Bolsonaro foge do Brasil e está chegando aos EUA, dizem jornais

    “Vamos mudar o jeito de governar este país”, diz Lula

    Flávio não reconhece vitória de Lula e tentará anulação do pleito

  • Esportes

    Palmeiras sai na frente do Vasco na semifinal da Copa do Brasil: 1 a 0

    Brasil avança às quartas da AmeriCup no basquete masculino 3×3

    Coritiba derrota Vitória e volta a vencer depois de sete jogos: 2 a 0

    Com viradas, Corinthians bate Palmeiras na semi do Paulista F Sub-20

    Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas destaca gol mais bonito de 2026

    Ancelotti convoca seleção para amistosos contra Japão e Singapura

    Corinthians é o 1º classificado à final da Libertadores Feminina

    Remo volta a vencer após 12 jogos e complica Botafogo no Brasileirão

    Brasileirão: Palmeiras fica no zero com o Santos e Flamengo agradece

  • Economia

    Petrobras reajusta combustível de aviação em R$ 0,45 por litro

    CFEM 2026/2027: ANM divulga lista provisória com 2.474 municípios afetados pela mineração

    União Africana reforça visão de economias interligadas e prosperidades partilhadas

    MTE recebe 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral em três dias

    Aneel mantém bandeira tarifária verde em novembro

    Brasil abre mercado em Bangladesh e Colômbia para pecuária

    Petrobras anuncia 3ª descoberta de petróleo em poço na Foz do Amazonas

    Perdão das dívidas de MEIs é medida fiscal “necessária”, diz ministro

    Contas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro

  • Em Foco

    Filme colombiano vence Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

    Prazo para inscrever projetos na Lei Rouanet termina neste sábado

    Marisa Monte fará show beneficente para Instituto da Providência

    Morre Irene Santos, fotógrafa e pesquisadora da memória negra

    Rádio MEC transmite ao vivo concerto da Orquestra Filarmônica de Goiás

    Cena Musical, da TV Brasil, celebra vida e obra de Roberto Menescal

    Caminhos da Reportagem exibe edição sobre Serra da Capivara, no Piauí

    Ícone da MPB, Benito di Paula morre em São Paulo aos 84 anos

    Festival de Cinema valoriza produções de crianças e adolescentes

  • Mundo

    Relatório africano associa riscos de segurança em Cabo Delgado à exploração do gás

    Greve nacional na Itália: acompanhe a cobertura ao vivo do dia de mobilização contra Meloni e a militarização.

    Flávio Bolsonaro cruza fronteira argentina e segue para o Equador

    Nas redes sociais, líderes latino-americanos saúdam Lula pela vitória

    Xenofobia: mais de 15.000 migrantes retornaram da África do Sul através de Moçambique

    Kenmare aguarda posição oficial do Governo sobre renovação de acordo

    País identifica cinco projetos de valorização mineral

    Mineração em Nampula: Conflitos persistem entre empresas e comunidades

    Tete: Acidente de viagem provoca 13 mortos e 20 feridos

  • Geral

    Anvisa aprova 5 novas canetas para tratamento de diabetes e obesidade

    Campanha alerta para doença em diabéticos que pode causar cegueira

    Funai aciona PF e pede apuração de casos de ataques contra indígenas

    Governo alerta para golpe envolvendo o Auxílio Reconstrução

    Anvisa suspende propaganda enganosa de suplementos alimentares

    Sergipe: Hemose promove mais uma edição do Sabadão Solidário para reforçar os estoques de sangue

    Médicos lançam guia para evitar recusa de mamografia digital

    PF cumpre no Rio novos mandados da Operação Unha e Carne

    Avião com Flávio Bolsonaro e família segue para Miami

No Result
View All Result
Ultima hora news
No Result
View All Result

Desinformação é principal risco global para 2025, afirma Unesco

Diretor da Unesco concedeu entrevista exclusiva à Agência Brasi
  • Agencia Brasil
  • 20 maio 2025
  • Geral, Manchetes
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

A desinformação figura como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir – à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo.

A avaliação é do diretor-geral adjunto de Comunicação e Informação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Tawfik Jelassi, que esteve no Brasil na última semana para participar do Seminário Internacional Cetic.br 20 anos – Dados e Análises para um Futuro Digital Inclusivo.

“Os países não estão preparados o suficiente para combater a desinformação. Eles são vulneráveis ​​ao impacto negativo da desinformação, o que é uma questão muito importante. Portanto, sim, a desinformação é o risco global número um hoje e ao longo dos próximos anos e todos os países do mundo precisam agir para combatê-la.”

Em entrevista à Agência Brasil, ele defendeu a regulamentação das redes sociais por todos os países e um pacto global para combater a desinformação no ambiente virtual. Ele destacou, entretanto, que a responsabilidade primária pelo combate às fake news deve ser das empresas de plataformas digitais que têm a obrigação de agir.

“As plataformas digitais são globais. Elas não reconhecem limites ou fronteiras nacionais. Se não unirmos forças por meio de ações globais, não poderemos combater efetivamente a desinformação que acontece nas plataformas digitais”, afirmou.

“Cada país precisa ter uma regulamentação sobre isso. Mas precisamos ter uma abordagem verdadeira porque somente unindo forças internacionalmente é que podemos combater esse risco global. E a tecnologia não conhece barreiras”, completou o especialista que tem doutorado em Sistemas de Informações Gerenciais pela Universidade de Nova York.

Jelassi citou um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts que aponta que mentiras se espalham 10 vezes mais rápido que a verdade. “Uma vez que se espalham como fogo, o dano já está feito. Como podemos desfazê-lo? Não podemos. Mesmo que se tente retificar essa informação, o dano já aconteceu. Então, precisamos prevenir, precisamos combater a desinformação.”

A Unesco está organizando uma conferência global em junho para debater temas como inteligência artificial e transformação digital no setor público.

Para Jelassi, é necessário que o setor público acompanhe a transformação digital do mundo oferecendo aos seus cidadãos serviços de melhor qualidade utilizando tecnologias. Para isso, ele defende que os países coloquem como centro das políticas públicas o investimento no desenvolvimento de capacidades e habilidades dos seus recursos humanos.

"Uma questão específica que abordaremos [na conferência] é a construção e o desenvolvimento de capacidades.​ A partir dos nossos estudos, percebemos que, em diversos países, muitos servidores públicos não têm a competência ou o conjunto de habilidades necessárias para ter sucesso na transformação digital. Acreditamos que isso esteja no cerne de uma ação governamental."

Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista.

Agência Brasil: O senhor disse, certa vez, que um dos desafios e oportunidades mais importantes da nossa era é transformar tecnologias digitais em uma força para o bem. Como tem funcionado o trabalho que a Unesco realiza no sentido de contribuir para essa questão?

Towfik Jelassi: A tecnologia, de certa forma, é neutra. As pessoas podem usá-la de forma positiva ou negativa. Ela apresenta oportunidades, mas também riscos. Quando digo que a tecnologia deve ser usada como uma força para o bem, cito um exemplo: devemos usá-la para combater a desinformação, sobretudo no que diz respeito à inteligência artificial. Devemos ser capazes de detectar informações não factuais. Devemos ajudar na moderação e na curadoria de conteúdo. Não queremos que a tecnologia seja usada para prejudicar as pessoas, para prejudicar as sociedades. Não queremos que a tecnologia se torne um perigo.

A Unesco acredita firmemente que a informação e, claro, as tecnologias da informação e a comunicação devem ser um bem público comum e não um dano público. A tecnologia não só pode como já foi usada como uma força para o bem. Por exemplo: na saúde, na agricultura, no combate às mudanças climáticas e em soluções para a crise ambiental. Esses são usos positivos da tecnologia. Mas também temos que combater a desinformação, o discurso de ódio e outros conteúdos online prejudiciais.

Agência Brasil: Alguns dos trabalhos recentes propostos pela Unesco incluem recomendações sobre a ética no uso da inteligência artificial. O senhor pode falar um pouco sobre isso?

Jelassi: Em 2018, a Unesco iniciou um projeto massivo em torno do uso ético da inteligência artificial – pelo menos três ou quatro anos antes do surgimento do ChatGPT e da inteligência artificial interativa. A Unesco é reconhecida por ser, de certa forma, o think tank [laboratório de ideias] do sistema das Nações Unidas, uma espécie de antecipadora das mudanças que virão e de seus impactos, inclusive no que diz respeito à tecnologia. Então, em 2018, a Unesco içou a bandeira do que estávamos prestes a ver: o avanço de uma tecnologia muito sofisticada chamada inteligência artificial, que pode ser usada como uma força para o bem, mas que também apresenta riscos e perigos.
Teletrabalho, home office ou trabalho remoto.
Teletrabalho, home office ou trabalho remoto. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Unesco pediu responsabilidade ética dentro do uso da inteligência artificial. O trabalho incluiu consultas globais abertas e, claro, trabalhos de especialistas mundiais sobre o assunto, o que culminou, em 2021, com os 193 Estados-membros aprovando as Recomendações sobre a Ética na Inteligência Artificial. Esse foi o primeiro instrumento normativo global desenvolvido sobre esse assunto e fico feliz em dizer que, hoje, temos 70 países ao redor do mundo que estão implementando essas recomendações para o uso ético e responsável da inteligência artificial.

Agência Brasil: Onde se encontra o Brasil neste processo?

Jelassi: O Brasil está bastante avançado e está entre os países que, claro, votaram a favor desta recomendação global da Unesco e que também implementaram os princípios e as diretrizes contidos nesta importante publicação.

Agência Brasil: A Unesco tem apelado ao uso responsável e ético da inteligência artificial. Como estão as coisas neste momento e o que precisa mudar em relação a essa temática?

Jelassi: Existe um diferencial importante entre as tecnologias digitais: elas se desenvolvem numa velocidade muitíssimo alta, que países e entidades reguladoras não conseguem acompanhar. É o que acontece quando se tem uma tecnologia como a inteligência artificial, que impacta tantos setores. Por exemplo: um professor não pode mais aplicar uma prova para que os alunos levem para casa porque sabe que a resposta virá do ChatGPT e todos os alunos passarão na prova. Então, hoje, não vivemos mais um momento que que precisamos melhorar ou reformar a educação. Estamos em uma era onde precisamos transformar a educação, transformar o ensino, transformar a aprendizagem, transformar a avaliação dos alunos. Este é apenas um exemplo. Posso dar um exemplo também na agricultura, sobre como a inteligência artificial transforma a maneira como os agricultores cuidam de seus negócios. Hoje, você pode saber, com base no tipo de solo, clima, cultivo, água e irrigação qual a melhor semente a ser cultivada em uma determinada terra, além do uso de fertilizantes personalizados – não mais de fertilizantes genéricos, mas fertilizantes personalizados para ajudar a otimizar o campo de cultivo.

Tudo isso graças ao big data, à análise de dados, aos algoritmos preditivos, aos sistemas de informação geográfica, a imagens de satélite, às fotos tiradas com drones. A tecnologia hoje está no cerne da agricultura. E quem teria pensado nisso, mesmo alguns anos atrás? A tecnologia impacta todos os setores, todas as indústrias, nossas vidas, nós mesmos como indivíduos, a sociedade em geral. Portanto, temos que exigir o uso responsável e ético da inteligência artificial, ​​que respeite a dignidade humana, a privacidade de dados e os direitos humanos. Não é porque a tecnologia está aí para nos permitir fazer tudo que podemos simplesmente ir em frente. Temos que ser cidadãos responsáveis ​​e temos que ser usuários éticos dessa tecnologia.

Agência Brasil: O senhor pode falar um pouco sobre as diretrizes da Unesco voltadas especificamente para gestores de plataformas digitais e que visam combater a desinformação, o discurso de ódio e outros conteúdos online?

Jelassi: Esse é um tópico muito importante hoje porque todos nós, cidadãos do mundo, passamos várias horas por dia em mídias sociais ou plataformas digitais. Estudos mostram que uma porcentagem bastante significativa de pessoas está conectada a mídias sociais e plataformas digitais – do minuto em que acordam pela manhã até a hora de dormir. Elas têm, em média, entre sete e oito horas por dia de conexão com as mídias sociais. Quando estão no trabalho, quando estão em movimento, quando estão almoçando ou jantando, elas ainda estão conectadas. Essa é a realidade de hoje. Mas nem tudo o que vemos online é informação factual, é informação verificada, é dado objetivo. Não podemos confiar em tudo porque há, como você mesma disse, uma quantidade crescente de desinformação e informações falsas.

Sabemos que, especialmente pelo meio digital, mentiras são transmitidas muito mais rápido que a verdade. Um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Boston, revelou que mentiras viajam 10 vezes mais rápido que a verdade. Mas, uma vez que se espalham como fogo, o dano já está feito. Como podemos desfazê-lo? Não podemos. Mesmo que se tente retificar essa informação, o dano já aconteceu. Então, precisamos prevenir, precisamos combater a desinformação. Ela é muito, muito prejudicial. Temos que garantir que sejam fatos e não informações falsas que são disseminadas online. Permita-me citar Maria Ressa, jornalista filipina que recebeu o Nobel da Paz de 2021. Ela disse:

‘Sem fatos, não há verdade. Sem verdade, não há confiança. E sem confiança, não temos uma realidade compartilhada’. Todos podem ter sua opinião, mas devem ser os fatos o conteúdo a ser compartilhado. É a realidade que deve ser compartilhada. Ninguém pode apresentar seus próprios fatos ou sua própria realidade. Sobretudo quando esses fatos estão errados e podem manipular as pessoas, podem influenciar as pessoas.

Sabemos que a informação, a liberdade de expressão e a liberdade de mídia são a pedra angular da sociedade democrática e precisamos preservá-las. Porque, se nossa sociedade for dominada por desinformação, discurso de ódio e coisas do tipo, isso pode ser algo que divide. Pode colocar alguns grupos de pessoas ou algumas comunidades contra outras, ou alguns indivíduos contra outros. E isso é muito prejudicial para nós como sociedade, como comunidade.

Agência Brasil: A desinformação pode ser considerada o principal risco global para 2025 e para os próximos anos? O que pode ser fazer a respeito?

Jelassi: Sim, mas não sou eu quem pensa assim. São duas fontes que temos. Uma delas é o Fórum Econômico Mundial de Davos que, em janeiro de 2025, publicou um relatório anual no qual coloca a desinformação como o risco global número um para 2025 e para os próximos dois anos, com base em suas pesquisas e seus estudos. Eles colocam a desinformação como risco global número um, à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo. Já em março de 2025, as Nações Unidas publicaram o Relatório Mundial de Risco Global e colocaram a desinformação como risco global número um com base em dois critérios: o primeiro é a importância e o segundo é a vulnerabilidade dos países. Ou seja, os países não estão preparados o suficiente para combater a desinformação. Eles são vulneráveis ​​ao impacto negativo da desinformação, o que é uma questão muito importante. Portanto, sim, a desinformação é o risco global número um hoje e ao longo dos próximos anos e todos os países do mundo precisam agir para combatê-la.

Agência Brasil: O senhor acredita que precisamos unir forças para enfrentar todos esses problemas e tornar o ciberespaço um lugar mais confiável?

Jelassi: Absolutamente. Por que precisamos unir forças em nível internacional, em nível global? Porque as plataformas digitais são globais. Elas não reconhecem limites ou fronteiras nacionais. Elas espalham a palavra. Elas são globais por natureza. Se você usa qualquer uma dessas plataformas digitais ou mídias sociais, você as usa no Brasil, você as usa em qualquer país do mundo. Então, se não unirmos forças por meio de ações globais, não poderemos combater efetivamente a desinformação que acontece nas plataformas digitais. Claro, cada país precisa ter uma regulamentação sobre isso. Mas precisamos ter uma abordagem verdadeira porque somente unindo forças internacionalmente é que podemos combater esse risco global. E a tecnologia não conhece barreiras.

Agência Brasil: Como buscar um uso responsável e transparente das plataformas, além de uma melhor moderação de conteúdo por parte das empresas de tecnologia?
Brasília (DF), 16/05/2025 – O Diretor-geral adjunto de Comunicação e Informação da UNESCO, Tawfik Jelassi, durante entrevista para a Agência Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O diretor-geral adjunto de Comunicação e Informação da Unesco, Tawfik Jelassi, durante entrevista para a Agência Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jelassi: Boa pergunta. Mais uma vez, não estamos falando de utopia. Quando falamos sobre governança efetiva de plataformas digitais, isso não é uma ilusão. Pode efetivamente ser feito. Vou dar um exemplo de uma plataforma digital que tem mais de 1,5 milhão de usuários ativos e onde não vemos discurso de ódio, não vemos assédio online, não vemos desinformação: LinkedIn. Sou um usuário diário. Talvez passe uma hora a uma hora e meia todos os dias. É uma plataforma, como eu disse, com mais de 1,5 milhão de pessoas, mas que está cumprindo sua missão, está atraindo pessoas – especialmente profissionais. Está funcionando.

Não precisamos acreditar que qualquer plataforma, por natureza, tem que ser uma força para o mal ou deve necessariamente espalhar informações falsas. Se elas tiverem os algoritmos adequados, se seguirem os princípios que mencionei antes, se tiverem a curadoria de conteúdo adequada, a moderação de conteúdo adequada, filtrando mensagens de violência, mensagens de ódio, podem funcionar.

As empresas de tecnologia não deveriam deixar que esse tipo de coisa fosse disseminado e exibido em todo o mundo através de suas plataformas. Elas gerenciam as plataformas, não os usuários. Claro, há um modelo de negócios por trás disso. O que atrai as pessoas? A desinformação. Porque notícias falsas geram barulho. E as pessoas não sabem que elas são necessariamente falsas. As pessoas dizem:

‘Nossa, deixe-me compartilhar isso com um amigo’. Assim, a desinformação é compartilhada em grande escala. Quanto mais você dissemina esse tipo de informação, mais pessoas clicam nela. Quanto mais cliques, mais empresas anunciam online nessa plataforma. E, com mais publicidade online, mais lucro.

Podemos ver como o modelo de negócios, de certa forma, não exatamente favorece a desinformação, mas permite que ela aconteça. Por isso, as empresas de plataformas digitais têm a responsabilidade primária de agir.

Agência Brasil: O senhor pode falar um pouco sobre a temática da transformação digital do setor público, que será discutida em junho em uma conferência global organizada pela Unesco? Trata-se de um tema de interesse para todos os Estados-membros?

Jelassi: A Unesco está organizando uma conferência global nos dias 4 e 5 de junho de 2025, em sua sede, em Paris, sobre inteligência artificial e transformação digital no setor público. Acreditamos que, para que qualquer país e qualquer governo possam melhorar seus serviços aos cidadãos, eles precisam usar tecnologias digitais, precisam transformar seu relacionamento com os cidadãos e o tipo de serviços e de administração pública que oferece aos cidadãos. Esse é o foco desta conferência. E uma questão específica que abordaremos é a construção e o desenvolvimento de capacidades. A partir dos nossos estudos, percebemos que, em diversos países, muitos servidores públicos não têm a competência ou o conjunto de habilidades necessárias para ter sucesso na transformação digital. Acreditamos que isso esteja no cerne de uma ação governamental.

A inteligência artificial é um facilitador importante para serviços digitais inovadores para os cidadãos. É por isso que estamos realizando esta conferência. A Unesco desempenha um papel fundamental não apenas na advocacia, mas também na formulação de políticas, no desenvolvimento e na capacitação. Não basta fazer propaganda. Não basta desenvolver uma política ou estratégia a ser implementada. É preciso ter recursos humanos com competências e habilidades.

Edição:
Lílian Beraldo

Agencia Brasil

Agencia Brasil

Previous Post

Gripe aviária não deve impactar preço da carne de frango, diz ministro

Next Post

Veja como declarar prêmios de loteria e de bets no IR 2025

Relacionado Posts

Geral

Anvisa aprova 5 novas canetas para tratamento de diabetes e obesidade

01/11/2026
Esportes

Palmeiras sai na frente do Vasco na semifinal da Copa do Brasil: 1 a 0

01/11/2026
Economia

Petrobras reajusta combustível de aviação em R$ 0,45 por litro

01/11/2026
Economia

CFEM 2026/2027: ANM divulga lista provisória com 2.474 municípios afetados pela mineração

01/11/2026
Geral

Campanha alerta para doença em diabéticos que pode causar cegueira

01/11/2026
Economia

União Africana reforça visão de economias interligadas e prosperidades partilhadas

01/11/2026
Please login to join discussion

Assina nosso Boletim Informativo


Publicações

  • novembro 2026 (13)
  • outubro 2026 (263)
  • setembro 2026 (347)
  • agosto 2026 (373)
  • julho 2026 (318)
  • junho 2026 (204)
  • maio 2026 (252)
  • abril 2026 (225)
  • março 2026 (213)
  • fevereiro 2026 (168)
  • janeiro 2026 (226)
  • dezembro 2025 (259)
  • novembro 2025 (311)
  • outubro 2025 (404)
  • setembro 2025 (552)
  • agosto 2025 (228)
  • julho 2025 (186)
  • junho 2025 (306)
  • maio 2025 (214)
  • abril 2025 (276)
  • março 2025 (240)
  • fevereiro 2025 (194)
  • janeiro 2025 (302)
  • dezembro 2024 (189)
  • novembro 2024 (224)
  • outubro 2024 (222)
  • setembro 2024 (306)
  • agosto 2024 (312)
  • julho 2024 (238)
  • junho 2024 (262)
  • maio 2024 (206)
  • abril 2024 (178)
  • março 2024 (181)
  • fevereiro 2024 (179)
  • janeiro 2024 (182)
  • dezembro 2023 (256)
  • novembro 2023 (215)
  • outubro 2023 (227)
  • setembro 2023 (315)
  • agosto 2023 (334)
  • julho 2023 (305)
  • junho 2023 (353)
  • maio 2023 (533)
  • abril 2023 (465)
  • março 2023 (455)
  • fevereiro 2023 (171)
  • janeiro 2023 (171)
  • dezembro 2022 (161)
  • novembro 2022 (3)
Next Post

Veja como declarar prêmios de loteria e de bets no IR 2025

BR Feminino: Palmeiras e Inter fecham 11ª rodada com empate

Rua Antônio Teles da Costa, 65, Bairro Luzia
Aracaju-SE, CEP 49045-070

Webmail
  • Home
  • Quem somos
  • Política
  • Esportes
  • Economia
  • Em Foco
  • Mundo
  • Geral
  • SAC
  • Expediente

Recentes

  • Anvisa aprova 5 novas canetas para tratamento de diabetes e obesidade 01/11/2026
  • Palmeiras sai na frente do Vasco na semifinal da Copa do Brasil: 1 a 0 01/11/2026
  • Petrobras reajusta combustível de aviação em R$ 0,45 por litro 01/11/2026
  • Home
  • Quem somos
  • Política
  • Esportes
  • Economia
  • Em Foco
  • Mundo
  • Geral
  • SAC
  • Expediente

© 2023 Todos os direitos reservados Ultima Hora News desenvolvido por: jswebmidia.

No Result
View All Result
  • Home
  • Política
  • Esportes
  • Economia
  • Em Foco
  • Mundo
  • Geral

© 2023 Todos os direitos reservados Ultima Hora News desenvolvido por: jswebmidia.

Você não pode copiar o conteúdo desta página.

Este site usa cookies. Ao continuar a utilizar este website está a consentir com a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.