Política

12/08/2017 as 10:02

Lula e Dilma participam de ato em defesa do Estado de direito no Rio de Janeiro

Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff estão reunidos com outros políticos

Agência Sputnik
Foto: © AP Photo/ Eraldo Peres<?php echo $paginatitulo ?>

O ato tem como foco reforçar a imagem de inocência dos ex-chefes de Estado petistas diante das situações adversas que os dois enfrentam ou enfrentaram. Segundo o PT e aliados, Dilma, que deixou o cargo no ano passado após um processo de impeachment, foi alvo de um golpe que ainda está em vigor e, agora, vitima Lula, réu em seis ações na Justiça e condenado em primeira instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em seu discurso, a ex-presidenta reforçou a ideia de rompimento democrático e criticou as medidas adotadas pelo atual governo federal e as acusações feitas contra Lula, quem, de acordo com ela, tem totais condições de ser eleito novamente no ano que vem.

"Não há prova, não há indícios e não há base de sustentação na denúncia contra o ex-presidente. Lula é inocente. Essa denúncia se dá pelos nossos acertos e não pelos nossos erros."

Se dizendo vítima de perseguição por parte da grande mídia e de certos setores do Poder Judiciário, Luiz Inácio também discursou com base nas acusações e na condenação a ele impostas, atacando diretamente o juiz Sérgio Moro. 

"Eu não tenho que provar minha inocência, eles é que têm de provar minha culpa", declarou.

Além de se defender, o ex-presidente também aproveitou para falar sobre as conquistas do seu governo, principalmente no que diz respeito à educação e ao combate à desigualdade e à pobreza, e para atacar seus opositores.

"O que eles não se conformam é que nós colocamos o jovem pobre para estudar. Querem nos condenar porque fizemos 472 escolas técnicas enquanto eles não fizeram nada. Tudo o que eles conseguiram fazer nesse país contra nós foi parir um Bolsonaro", afirmou Lula.