Mundo

23/10/2020 as 14:42

Ataque do EI liberta 1,3 mil prisioneiros na República Democrática do Congo

Dois prisioneiros teriam morrido durante troca de tiros entre polícia e EI; mesma prisão já foi arrombada em 2017

A Referência
Foto: Twitter/African Strategic Intelligence & Security Center<?php echo $paginatitulo ?>

Por Redação

Um ataque à prisão Kangbayi, de Beni, no nordeste da República Democrática do Congo, libertou mais de 1,3 mil detidos na última terça (20). O grupo extremista Estado Islâmico confirmou a autoria da ação.

Apenas 100 presos permaneceram na prisão, informou o prefeito de Beni, Modeste Bakwanamaha. Outros 20 retornaram logo após a fuga e um morreu no confronto, informou o porta-voz da ONU (Organização das Nações Unidas) no Congo, Mathias Gillmann.

Jornalistas locais, no entanto, apontam que dois internos foram mortos a tiros pela polícia durante a operação, registrou o jornal “The New York Times”, ainda na terça-feira (20).

Em entrevista à Reuters, as autoridades do presídio registraram que os extremistas arrombaram a porta com um equipamento elétrico. A mesma prisão já havia sido arrombada em 2017. À época, mais de 900 presos fugiram.

Mergulhada em violência, a região de Beni conta com pouco policiamento e registra aumento de ataques de grupos extremistas. O EI (Estado Islâmico) estaria ligado às Forças Democráticas Aliadas – grupo rebelde de Uganda que atua no leste do Congo há décadas.

Com aumento de violência em diversas regiões, autoridades da República Democrática do Congo tentam manejar as disputas entre grupos armados que buscam expandir o domínio de território.