Mundo

21/09/2020 as 08:26

Mais da metade da França está na 'zona vermelha' da Covid-19

Governo adicionou mais 13 departamentos à lista oficial

Agência: Ansa
Foto: EPA / Ansa<?php echo $paginatitulo ?>

A França continua a registrar o avanço no número de casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2) por todo o seu território e, neste domingo (20), o governo adicionou mais 13 departamentos à lista da "zona vermelha" com circulação ativa do vírus.

Uma área entra na categoria quando registra mais de 50 casos a cada 100 mil habitantes nos últimos sete dias, mas também são levados em consideração fatores como ocupação hospitalar e proximidade com outro departamento crítico. Com isso, já são 55 dos 101 departamentos nessa classificação - incluindo cinco territórios ultramarinos.

A França vem batendo, praticamente, recordes diários de novos casos - tendo alcançado 13.498 no sábado (19), um novo recorde.

Os números atuais estão muito acima do que foi registrado no ápice da pandemia, entre março em maio, quando a quantidade máxima de infecções em 24 horas havia sido registrada no dia 31 de março com 7.578 casos e a média ficava em cerca de quatro mil contaminações por dia.

No entanto, apesar da elevação, a quantidade de vítimas está controlada. Foram 12 a mais neste domingo - com 10.569 novas infecções.

Escolas - O governo também anunciou uma flexibilização nas regras para o fechamento de salas de aula nas escolas francesas.

A partir desta terça-feira (22), as aulas deverão continuar normalmente mesmo que uma criança ou adolescente tenha dado positivo em um teste para o novo coronavírus.

O fechamento e isolamento das turmas só deve ocorrer se três ou mais pessoas testarem positivo. Até agora, os estudantes de classes com casos de Covid-19 só podiam retornar à escola com um teste negativo realizado sete dias depois do último contato com a pessoa contaminada.

Até a última sexta-feira (18), data do último balanço sobre o tema divulgado, a França fechou mais de 2,1 mil salas de aulas e 80 escolas foram fechadas completamente em três semanas de retorno ao ano letivo. O governo justifica a flexibilização ressaltando que os números representam 0,13% dos 60 mil estabelecimentos de ensino existentes no território francês.