Mundo

29/05/2020 as 12:40

'Massacre de Heysel' completa 35 anos

Confusão entre torcedores da Juve e do Liverpool teve 39 mortos

Agência: Ansa
Foto: Ansa<?php echo $paginatitulo ?>

(ANSA) - Há exatos 35 anos, a final da Liga dos Campeões da temporada 1984/85, entre Liverpool e Juventus, foi ofuscada por uma grande tragédia. O episódio ficou conhecido como o "Massacre de Heysel", quando 39 pessoas, em sua maioria torcedores da Velha Senhora, morreram em um confronto com hooligans do clube britânico em Bruxelas, na Bélgica.

Em um comunicado divulgado no seu site oficial, a Juventus afirmou que a palavra Heysel é uma que o clube "jamais esquecerá".

"A palavra Heysel é uma que jamais esqueceremos. Trinta e cinco anos se passaram, mas a memória de quem estava lá, daqueles que assistiam da televisão e também daqueles que ainda não haviam nascido, mas conheceram os fatos lendo livros, é algo que desperta, imediatamente, apenas lendo ou ouvindo essa palavra", escreveu a Velha Senhora.

"Antes do início da final da Liga dos Campeões entre a Juve e o Liverpool, o horror foi consumido. Tudo aconteceu em alguns momentos: a correria para fugir, o muro que desabou e pânico. Uma noite que levou 39 pessoas, quase todas italianas: a mais nova delas tinha apenas dez anos. É para a memória deles que hoje, como todos os dias, dedicamos nossa lembrança e nossa dor. Porque os anos passam, mas essa palavra continua a evocar em nós a mesma dor inalterada", concluiu o clube.

Em suas redes redes sociais, a prefeita de Turim, Chiara Appendino, afirmou que a tragédia "mudou o futebol para sempre". Também pelas mídias sociais, o Torino, que é um dos maiores rivais da Juventus, se solidarizou.

A tragédia ocorreu no dia 29 de maio de 1984, no estádio de Heysel, na Bélgica, e matou 34 italianos, dois belgas, dois franceses e um irlandês. Centenas de pessoas ficaram feridas. Os confrontos começaram nas arquibancadas, e muitas das vítimas morreram pisoteadas ou esmagadas por um muro.

Os hooligans ingleses foram responsabilizados pelo massacre, e os clubes do país foram banidos das competições europeias por cinco anos - a única exceção foi o Liverpool, suspenso por seis.(ANSA)