Mundo

09/08/2019 as 20:19

Richard Gere distribui comida em navio de ONG com migrantes

Embarcação da Open Arms está à espera de porto seguro

Agência: Ansa
Foto: AnsaFlash<?php echo $paginatitulo ?>

(ANSA) - O ator norte-americano Richard Gere embarcou nesta sexta-feira (9) em um navio humanitário da ONG espanhola Open Arms, que aguarda a liberação de um porto seguro para desembarcar 121 migrantes salvos no Mediterrâneo há cerca de uma semana, para levar mantimentos a todas as pessoas.

"Finalmente, uma pequena boa notícia. Chegam alimentos ao OpenArms e temos um companheiro de tripulação excepcional, RichardGere", elogiou a organização no Twitter.
Diversas fotos mostrando o ativista carregando comida e suprimentos aos resgatados foram divulgadas. "As pessoas que vemos neste navio estão aqui por causa do trabalho que a Open Arms desenvolve e a coisa mais importante para quem aqui está é chegar a um porto, sair do barco, pisar na terra e começar uma nova vida", defendeu Gere.
O ator de Hollywood ainda pediu apoio para que a Open Arms possa continuar a ajudar "estes irmãos e irmãs" que fogem da África à procura de um futuro na Europa.
No último dia 1 de agosto, a embarcação espanhola resgatou 121 migrantes que estavam em dois barcos à deriva em duas operações diferentes. O primeiro resgate acolheu 55 pessoas, entre eles dois bebês gêmeos, na quinta-feira (1).

Já o segundo foi registrado um dia depois e salvou 69 pessoas, sendo duas crianças e duas grávidas. O navio humanitário, no entanto, anda não conseguiu um porto seguro para desembarcar os migrantes.

O vice-premier e ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, que fechou os portos do país, insiste que não aprovará a entrada da embarcação nas águas italianas. No Twitter, Salvini disse que a responsabilidade de receber o navio é do governo espanhol. Madri, por sua vez, garante que não recebeu qualquer pedido da Itália e defende que o barco deve atracar no porto mais próximo.

"Consideramos inaceitável que as vidas de homens, mulheres e crianças continuem a ser ignoradas e que os direitos consagrados nas convenções internacionais continuem a ser sistematicamente violados", escreveu a ONG em comunicado. (ANSA)