Mundo

09/06/2019 as 19:07

Multidão protesta em Hong Kong contra lei de extradição

erritório viu maior manifestação desde a revolta de 2014

Agência: Ansa
Foto: Epa / AnsaFlash<?php echo $paginatitulo ?>

(ANSA) - Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Hong Kong neste domingo (9) para protestar contra um projeto de lei que prevê a extradição de suspeitos de crimes para a China continental.

Segundo os organizadores, o ato reuniu 1 milhão de manifestantes, enquanto a polícia fala em 240 mil participantes - o território tem cerca de 7,5 milhões de habitantes.

De qualquer forma, o protesto é o maior realizado em Hong Kong desde a "Revolução dos Guarda-Chuvas", em 2014, quando jovens foram às ruas para pedir um sistema plenamente democrático. A manifestação foi pacífica a reuniu de estudantes a empresários, quase todos eles vestidos de branco.

Associações de direitos humanos defendem que a lei servirá para perseguir dissidentes políticos em Hong Kong e violar sua independência judiciária, expondo cidadãos do território ao sistema jurídico da China.

Os apoiadores do projeto, no entanto, dizem que haverá garantias para impedir que pessoas expostas a perseguições religiosas ou políticas sejam extraditadas. A chefe-executiva do governo de Hong Kong, Carrie Lam, eleita com o apoio da China, pretende aprovar a lei, que também valerá para Macau e Taiwan, antes de julho.

A proposta surgiu após um jovem de 19 anos de Hong Kong ter assassinado sua namorada grávida durante uma viagem de férias em Taiwan, em fevereiro de 2018. Ex-colônia britânica, o território foi cedido pelo Reino Unido à China em 1997, com o princípio de "um país, dois sistemas", e possui um status semiautônomo, com suas próprias leis e liberdades civis para seus cidadãos. (ANSA)