Mundo

16/05/2019 as 16:44

Polícia arromba embaixada venezuelana em Washington para deter ativistas

Os policiais americanos estão arrombando a embaixada venezuelana em Washington

Agência © Sputnik
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Polícia cercou a Embaixada da Venezuela em Washington apesar da resistência dos ativistas, que apoiam a missão diplomática leal ao presidente eleito Nicolás Maduro, e das acusações de violação do estatuto intocável da embaixada.
Os policiais americanos estão arrombando a embaixada venezuelana em Washington, informou uma ativista do grupo de defesa dos direitos humanos CODEPINK.A ativista do CODEPINK Medea Benjamin informou na sua conta no Twitter que a polícia está tentando deter um grupo de manifestantes que guardam a embaixada contra a invasão pelas autoridades americanas.

Benjamin informou que a polícia já deteve quatro manifestantes. Os ativistas acusam os EUA de violarem a Convenção de Viena arrombando a embaixada.

"A polícia invadiu agora a embaixada para deter ilegalmente o Coletivo de Proteção da Embaixada. Uma violação total da Convenção de Viena", informou Benjamin.

Os relatos do grupo de defesa dos direitos humanos foram confirmados pela repórter do Washington Post, que ouviu uma das ativistas guardando a embaixada gritar de uma janela que a polícia está atrás deles.

Os ativistas se encontram na embaixada desde 24 de abril a convite dos diplomatas venezuelanos com o objetivo de prevenir que simpatizantes do líder da oposição, Juan Guaidó, tomem o controle do edifício.

Segundo o Departamento de Estado, a polícia dos EUA arrombou a embaixada venezuelana em Washington e deteve quatro ativistas do Coletivo de Proteção da Embaixada a pedido do representante do líder da oposição venezuelana Juan Guaidó nos EUA, Carlos Vecchio.

Além disso, o porta-voz dos Serviços Secretos dos EUA confirmou que a entidade ajudou a divisão de Segurança das Missões Diplomáticas do Departamento de Estado a deter os ativistas.

Anteriormente, o presidente venezuelano Nicolás Maduro condenou as tentativas dos EUA de confiscarem a propriedade da Venezuela, o que viola os acordos internacionais, e agradeceu aos ativistas americanos, expressando "profunda admiração" pela proteção da embaixada.