Mundo

09/11/2018 as 07:02

Situação no campo de refugiados de Rukban é 'horrível'

A entrega estava prevista para chegar em 27 de outubro, mas foi adiada por questões de segurança

Agência © Sputnik
Foto: © AP Photo / Hussein Malla<?php echo $paginatitulo ?>

A situação do campo de refugiados Rukban, na Síria, é "horrível". A avaliação é de Amin Awad, diretor do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Oriente Médio e Norte da África.

"Acabamos de ter uma missão em Rukban, era uma situação horrível", afirmou Awad nesta quinta-feira (8). "As pessoas não receberam ajuda nos últimos quatro anos, mas estavam recebendo ajuda internacional da Jordânia, mas isso não foi suficiente."

Além disso, existem no campo de refugiados terroristas, contrabandistas e traficantes usam pessoas inocentes como escudos humanos, disse o diretor da ACNUR.

O campo de refugiados de Rukban encontra-se em uma região controlada pelos Estados Unidos perto de At-Tanf, no sul da Síria. A Coalizão liderada pelos Estados Unidos, em comunicado à imprensa, disse que os funcionários humanitários da ONU entregaram mantimentos com sucesso ao campo pela primeira vez desde janeiro.

Awad afirma que os mantimentos eram necessários, mas também é preciso "resolver a situação" e "mandar as pessoas de volta para suas casas".O diretor da ACNUR disse que a ONU não sabe quando poderá enviar outro comboio humanitário para o campo. "Não tenho certeza porque acabamos de terminar o primeiro comboio e é muito difícil dizer quando o próximo será", disse ele.

 O Centro de Reconciliação Síria do Ministério da Defesa da Rússia informou neste sábado que militares russos garantiram a segurança do comboio humanitário da ONU no trajeto entre Damasco e Rukban. Na sexta-feira, o Comando Central dos EUA alegou que a Rússia se recusou a apoiar a prestação de assistência humanitária ao acampamento.

Mais de 100 veículos chegaram ao acampamento perto da fronteira com a Jordânia no sábado e entregaram 450 toneladas de alimentos, medicamentos e outros itens. A entrega estava prevista para chegar em 27 de outubro, mas foi adiada por questões de segurança.

Enquanto isso, a ONU descreveu a situação na fronteira reaberta entre a Síria e a Jordânia como muito boa e espera que os refugiados comecem a atravessá-la no futuro.