Mundo

10/10/2018 as 10:57

Jornalista saudita foi 'desmembrado' na Turquia, diz 'NYT'

Jamal Khashoggi, crítico da monarquia, está desaparecido

Agência: Ansa
Foto: Epa / AnsaFlash<?php echo $paginatitulo ?>

(ANSA) - O jornalista saudita Jamal Khashoggi, que está desaparecido há oito dias, após ter entrado no consulado de seu país em Istambul, na Turquia, teria sido desmembrado com uma serra por agentes de Riad.

A denúncia foi publicada pelo jornal norte-americano "The New York Times", que cita uma fonte turca próxima às investigações. Os restos mortais de Khashoggi, que publicava textos críticos contra o regime da Arábia Saudita, teriam sido levados por uma minivan preta.

O jornalista foi ao consulado no último dia 2 de outubro, para retirar um certificado de divórcio, o que permitiria que ele se casasse novamente. Depois disso, no entanto, ele não voltou para casa e continua desaparecido.

A polícia da Turquia suspeita que agentes da Arábia Saudita tenham assassinado Khashoggi dentro do consulado e sumido com seu corpo. Os 28 funcionários turcos da sede consular foram dispensados do serviço no dia do desaparecimento, com a desculpa de um "importante encontro diplomático", segundo o jornal local "Hurriyet".

Além disso, de acordo com o site britânico "Middle East Eye", ao menos três dos 15 agentes dos serviços secretos sauditas que foram ao consulado no dia da visita do jornalista fazem parte da unidade de elite encarregada da proteção do príncipe herdeiro Mohammad bin Salman, o líder "de facto" do país.

As autoridades turcas também querem inspecionar a residência do cônsul da Arábia Saudita em Istambul, após terem recebido autorização para entrar no próprio consulado. A noiva de Khashoggi, Hatice Cengiz, fez um apelo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Imploro ao presidente Trump e à primeira-dama Melania que nos ajudem a jogar luz sobre o desaparecimento de Jamal", disse. Khashoggi vivia em exílio na Turquia por causa de seus textos críticos sobre o regime, nos quais ele questionava a política de "modernização" de Mohammad bin Salman. (ANSA)