Mundo

09/10/2018 as 08:09

Mídia: inteligência britânica acusa Putin de 'querer transformar Líbia em nova Síria'

A ameaça foi vista pelo chefe do comitê internacional do Parlamento britânico, Tom Tugendhat

Agência © Sputnik
Foto: © Sputnik / Alex McNaughton<?php echo $paginatitulo ?>

Os líderes dos serviços secretos britânicos afirmaram, se dirigindo a May, que o presidente russo Vladimir Putin "quer transformar este país norte-africano em 'sua nova Síria', para que Moscou possa assumir o controle da maior rota de migração ilegal para a Europa", cita o jornal.

A edição ainda escreve que "dezenas de oficiais da inteligência militar russa do Departamento Central de Inteligência [GRU, na sigla em russo] e suas forças especiais já estão no leste da Líbia, tendo originalmente chegado lá para treinar e manter um canal de comunicação".

O Kremlin, além de possuir duas bases militares no país árabe, também apoia o chefe do Exército Nacional da Líbia, marechal Khalifa Haftar, "abastecendo as tropas com equipamento pesado", diz o comunicado, alegando que "na Líbia, os destrutivos mísseis russos antinavio Kalibr e os modernos sistemas de defesa aérea S-300 já estão implantados".

Citando uma fonte de alta patente no governo, o jornal relata que "se Moscou assumir o controle do litoral do país, poderá desencadear uma nova onda de migrantes cruzando o mar Mediterrâneo"."O que Putin está fazendo na Líbia corresponde exatamente às táticas que ele usou na Síria e na Crimeia. Ele vê o espaço descontrolado e o usa para exercer a máxima influência no Ocidente. Ao mesmo tempo, somos extremamente vulneráveis aos fluxos migratórios, assim como a crises petrolíferas", relatou a fonte.

 

No entanto, o chefe do comitê internacional do parlamento britânico exigiu que o governo reaja à "ameaça russa".

"O fato de a Rússia querer abrir uma nova frente contra o Ocidente na Líbia é extremamente alarmante […] Precisamos de uma resposta coordenada do governo, porque a desestabilização desse país está intimamente ligada à segurança nacional do Reino Unido", alegou Tugendhat.