Mundo

15/06/2017 as 11:51

Especialista explica por que Londres fala da ameaça russa

A participação da Grã-Bretanha nos exercícios "Salto Nobre"

Agência Sputnik
Foto: © AP Photo/ Wong Maye-E<?php echo $paginatitulo ?>

O ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Michael Fallon, agradeceu aos militares romenos e britânicos pela defesa em relação à "ameaça russa".
Em declarações ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar russo é de opinião que os países da OTAN querem "eliminar um jogador ativo do campo".  

O ministro Michael Fallon agradeceu aos pilotos romenos e britânicos pela defesa do espaço aéreo do mar Negro da "ameaça russa", informa a agência AP. 

Além disso, Fallon destacou que Londres continuará sendo fiel às promessas no âmbito do bloco da OTAN e continuará mantendo a segurança do continente, apesar da saída da União Europeia. A participação da Grã-Bretanha nos exercícios "Salto Nobre" da Aliança na Roménia, segundo as palavras do ministro, prova isso mesmo. 

Vladimir Bogatyrev, major-general retirado e presidente da Associação Nacional de Oficiais Retirados das Forças Armadas da Rússia (MEGAPIR em russo), considera que tais declarações de responsáveis ocidentais visam, em primeiro lugar, criar uma zona de tensão ao redor da Rússia.

"As declarações dos representantes dos ministérios da Defesa da Grã-Bretanha e Alemanha são a continuação da política da OTAN, que foi elaborada nas últimas cúpulas e que está concentrada na criação de uma zona da tensão, bem como no desejo de afastar a Rússia do campo como ativo jogador político-militar", afirmou Vladimir Bogatyrev ao serviço russo da Rádio Sputnik.

Em geral, segundo a opinião dele, as declarações do ministro britânico são destinadas a agradar ao público. 

"Não há dúvida que o ministro britânico sofre da "doença antirrussa". Do ponto de vista militar, a Grã-Bretanha está enfraquecendo, nos assuntos políticos ela se tornou em “vassalo” dos EUA. Por isso, as declarações dele [Michael Fallon] visam apenas agradar ao público e preparar novas medidas para aumentar a pressão sobre Moscou em uma série de áreas", opina o especialista militar russo.