Geral

30/06/2020 as 21:30

Apoiado em Guedes e no Centrão, Bolsonaro enfrenta 'ativismo judicial' herdado de Moro

O governo do presidente Jair Bolsonaro está cercado de ameaças que incluem o impeachment e principalmente inquéritos judiciais

Agência Sputnik
Fopto:© REUTERS / Adriano Machado / SPUTNIK<?php echo $paginatitulo ?>

O governo do presidente Jair Bolsonaro está cercado de ameaças que incluem o impeachment e principalmente inquéritos judiciais. Sobre esse contexto de tensão, a Sputnik Brasil ouviu três cientistas políticos que analisam o que mantém o governo de pé em meios aos riscos crescentes de queda.
Em meio ao crescimento da pandemia da COVID-19 no Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) avança com um inquérito sobre a organização de atos antidemocráticos de apoio ao presidente Bolsonaro, determinando apreensões e prisões. Liderado por Alexandre de Moraes, o inquérito é apenas mais um na miríade de investigações que ameaçam direta e indiretamente o presidente.

Além dessa operação, investigações sobre interferência política na Polícia Federal, produção e financiamento de redes de notícias falsas contra o STF, inquéritos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que podem cassar a chapa Bolsonaro-Mourão e também a recente prisão de Fabrício Queiroz acusado de comandar um esquema de corrupção no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro, conformam um clima de pressão contra o Planalto em um momento em que o presidente negocia cargos em troca de apoio no Congresso Nacional.

Para discutir os aspectos em torno da tensão política que envolve o governo Bolsonaro, a Sputnik Brasil ouviu três cientistas políticos que apontam o protagonismo do Judiciário, a reaproximação do Executivo com o Congresso, e quem são os setores que realmente seguram o presidente brasileiro no poder.

'Ativismo judicial' e herança da Lava Jato
Em meio às investigações, Ricardo Ismael, cientista político e professor da PUC-RJ minimiza alguns perigos que assolam a Presidência. Para ele, as investigações sobre atos antidemocráticos e produção de notícias falsas têm poucas chances de chegarem a Bolsonaro, pois se baseiam em uma impressão de vínculo entre o presidente e as manifestações que não foi provada.

"Eu acho que até agora não tem nada que vincule os eventuais apoiadores com atos seja de produção de fake news, seja com relação a tentativas de manifestação contra o Congresso, contra o Supremo, ao presidente Bolsonaro", afirma Ismael em entrevista à Sputnik Brasil.