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22/02/2020 as 15:35

Sátira política e homenagens históricas marcam 1ª noite de desfiles na Sapucaí

A escola, porém, levou à avenida fantasias da ala das baianas sem as saias

Agência Sputnik
Foto: © Sputnik / Cris Gomes<?php echo $paginatitulo ?>


A sexta-feira (21) de carnaval no Rio de Janeiro teve o desfile das escolas de samba da Série A, o ponta pé para o folia no sambódromo. A noite na Sapucaí entrelaçou espetáculo com o típico sarro com as autoridades e homenagens históricas.


A primeira escola a desfilas, a Acadêmicos de Vigário Geral, levou à avenida um tripé com uma alegoria representando o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, caracterizado como palhaço. A imagem viralizou nas redes sociais ainda durante o desfile. A sátira política é uma das marcas do carnaval no mundo inteiro.

Além da Vigário Geral, desfilaram a Unidos da Ponte, Unidos do Porto da Pedra, Acadêmicos do Cubango, Império Serrano, Acadêmicos da Rocinha e Renascer de Jacarepaguá.

A Acadêmicos de Vigário Geral levou à avenida um enredo sobre as enganações, trapaças e o chamado "jeitinho" brasileiro baseado no improviso e como marcas na história do país.

A Acadêmicos da Rocinha contou a história de Maria da Conceição, mulher congolesa escravizada no Brasil conhecida como a guerreira Maria Conga, nome do único quilombo reconhecido na Baixada Fluminense.

A Unidos da Ponte abordou sob chuva o tema da "eternidade", apresentando diversas tentativas da humanidade em busca do conceito através, por exemplo, da religião e da memória.

A Unidos do Porto da Pedra homenageou a ala das baianas, considerada a mais tradicional nos desfiles de escola de samba, ligada à ancestralidade e espiritualidade.

A Acadêmicos do Cubango homenageou Luiz Gama, o jurista negro considerado patrono da abolição da escravidão no Brasil. Gama dedicou a vida a advogar em prol de escravizados, tendo ajudado a libertar inúmeras pessoas.

A Renascer de Jacarepaguá falou sobre a figura típica das benzedeiras sob o enredo "Eu que te benzo, Deus que te cura", abordando a miríade de religiões e crenças no Brasil.

Já a Império Serrano teve seu desfile dedicado às mulheres com um enredo engajado sobre o empoderamento feminino homenageando figuras como Dona Ivone Lara e Neide Coimbra, ligadas à história da escola. A escola, porém, levou à avenida fantasias da ala das baianas sem as saias.

Ainda neste sábado (22) o desfile da Série A do carnaval carioca será encerrado pelas escolas Acadêmicos do Sossego, Inocentes de Belfort Roxo, Unidos de Bangu, Acadêmicos de Santa Cruz, Imperatriz Leopoldinense, Unidos de Padre Miguel e Império da Tijuca.