Geral

09/11/2019 as 13:34

Bolsonaro ataca Lula e pede para 'não dar munição ao canalha'

Ex-presidente foi libertado nesta sexta(8) após decisão do STF

Agência: Ansa
Foto: EPA / Ansa<?php echo $paginatitulo ?>

(ANSA) - Um dia depois da soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o atual mandatário do Brasil, Jair Bolsonaro, fez um apelo aos seus seguidores para que não deem "munição ao canalha", em uma referência ao líder petista. Sem citar o nome de Lula, Bolsonaro publicou em sua conta no Twitter um vídeo no qual presta uma homenagem ao ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro. "Iniciamos a poucos meses a nova fase de recuperação do Brasil e não é um processo rápido, mas avançamos com fatos.

Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa", escreveu o presidente na rede social. Na gravação, Bolsonaro faz um discurso em que diz que "pessoas de bem são maioria no Brasil" e exalta o trabalho de Moro, considerado por ele um pouco responsável por sua chegada ao poder. "Em parte, o que acontece na política no Brasil, devemos a Sergio Moro", afirma.

O juiz foi responsável por condenar e determinar a prisão do ex-presidente Lula, que foi impedido de concorrer à presidência nas eleições do ano passado.
"Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros.

Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa, se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa", acrescentou Bolsonaro. Logo depois, o ministro da Justiça também utilizou sua rede social para lamentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que barrou a prisão após a segunda instância e permitiu que Lula fosse colocado em liberdade. "Lutar pela Justiça e pela segurança pública não é tarefa fácil.

Previsíveis vitórias e revezes. Preferimos a primeira e lamentamos a segunda, mas nunca desistiremos. A decisão do STF deve ser respeitada, mas pode ser alterada, como o próprio Min.

Toffoli, reconheceu, pelo Congresso", escreveu Moro.
Condenado em duas instâncias no caso do tríplex do Guarujá (SP), um dos processos da Operação Lava Jato, o petista estava detido na sede da PF, em Curitiba, desde 7 de abril de 2018. Ele foi libertado na tarde desta sexta-feira (9), após 580 dias. (ANSA)