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05/11/2019 as 05:29

Em meio a crise, general Santa Rosa abandona governo Bolsonaro

Em junho, Peixoto deixou o cargo para assumir a presidência dos Correios e Jorge Oliveira foi nomeado em seu lugar

Agência Sputnik
Foto: © Folhapress / Alan Marques/Folhapress<?php echo $paginatitulo ?>

Nesta segunda-feira (4), o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o general Maynard Santa Rosa, pediu demissão do cargo.
A secretaria, que planeja políticas e estratégias nacionais de longo prazo, é subordinada da Secretaria-Geral da Presidência, sob comando do ministro Jorge Oliveira.

Segundo publicou o jornal Folha de São Paulo, divergências com o ministro Oliveira motivaram a entrega do cargo pelo general. Santa Rosa substituiu Gustavo Bebianno no cargo, em janeiro deste ano, após denúncias envolvendo o PSL.

O general de quatro estrelas chegou a ser cotado para o chefiar a Secretaria-Geral, porém o presidente Jair Bolsonaro (PSL) optou por outro nome. O apontado foi o general de três estrelas, Floriano Peixoto. A diferença de patentes chegou a causar atritos dentro da pasta, conforme publicou o G1.

Em junho, Peixoto deixou o cargo para assumir a presidência dos Correios e Jorge Oliveira foi nomeado em seu lugar.

General reformado, Maynard Santa Rosa tem 49 anos de carreira militar. Em 2010, durante o governo Lula, foi exonerado pelo então ministro da Defesa, Nelson Jobim.

À época, Santa Rosa chefiava o Departamento Geral de Pessoal do Exército. O motivo da exoneração foi uma carta do general em que chamava a Comissão da Verdade de "comissão da calúnia".

Militares no governo
Santa Rosa é o terceiro general a deixar um cargo no governo desde o começo do ano. Além dele e de Floriano Peixoto, também saiu do governo o general Carlos Alberto Santos Cruz, que estava à frente da Secretaria de Governo.

Um levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo apontou que há cerca de 2,5 mil militares trabalhando no governo de Bolsonaro em cargos de chefia ou assessoramento. Dentre eles, 8 de seus 22 ministros.

Até meados de outubro, Bolsonaro teria ampliado em 325 cargos o número de militares dentro do governo federal.