Geral

06/09/2019 as 08:51

Ativistas protestam em Milão contra queimadas na Amazônia

Centenas de pessoas se reuniram em frente ao Consulado do Brasil

Agência: Ansa
Foto: Milano per il Clima / AnsaFlash<?php echo $paginatitulo ?>

(ANSA) - Um grupo de ambientalistas realizou nesta quinta-feira (5) um protesto contra as queimadas que estão devastando a Amazônia em frente ao Consulado-Geral do Brasil em Milão, na Itália.

O ato foi convocado pelo grupo "Milano per il Clima", que reúne associações ambientalistas da capital da Lombardia. Carregando faixas e cartazes contra o presidente Jair Bolsonaro, os manifestantes cobraram do brasileiro uma atitude imediata para pôr fim aos focos de incêndios na Floresta Amazônica e o chamaram de "criminoso" por "ajudar a destruir o principal pulmão verde da terra". "Na Amazônia, a cada minuto queima o equivalente a 10 campos de futebol.

Com Bolsonaro, os incêndios aumentaram 180%, e tudo a favor das multinacionais brasileiras", afirmaram os ativistas.
Segundo eles, "desde a década de 1980 até o presente, a floresta já perdeu 20% de seu volume. Se perder mais 20%, não poderá mais absorver o CO2 que purifica o ar.
Desta forma, "os efeitos das mudanças climáticas sofrerão uma aceleração potencialmente devastadora para todos nós, por exemplo, arriscando que a Itália se torne uma área deserta", acrescentaram os ambientalistas.
Em sua página no Facebook, o grupo "Milano per il Clima" ainda ressaltou que as "florestas são preciosas" e "protegê-las é um dever para todos".
"Salvar a Amazônia é um dever para todos nós.

A Floresta Amazônica abriga 10% de todas as espécies vegetais e animais conhecidos no planeta, incluindo 40 mil espécies diferentes de plantas e muitos animais em vias de extinção como o jaguar e o tapirus", diz o texto.

A associação também explica que a floresta brasileira "é a casa de mais de 24 milhões de pessoas, incluindo muitos povos indígenas", além de armazenar "entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono, jogando um papel fundamental na luta contra as alterações climáticas". Nos últimos meses, o governo brasileiro tem sido alvo de pressões no cenário internacional, especialmente na Europa, por conta do aumento do número de queimadas na Amazônia.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), agosto atingiu o maior valor para o mês em 9 anos, com 30.901 focos de incêndio, o triplo do registrado no mesmo período de 2018.
(ANSA)