Geral

09/10/2018 as 13:23

OEA está 'preocupada' com polarização nas eleições do Brasil

Organização enviou observadores para o pleito do último domingo

Agência: Ansa
Foto: OEA<?php echo $paginatitulo ?>

(ANSA) - A Organização dos Estados Americanos (OEA) enviou uma missão de observação paras as eleições brasileiras, realizadas no último domingo (7), que classificou o processo eleitoral brasileiro com "bem-sucedido" mas fez ressalvas sobre o tom do debate. O grupo divulgou comunicado preliminar nesta terça-feira (8) antes da elaboração de um relatório consolidado, que será finalizado após o segundo turno entre Jair Bolsnonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Apesar de destacar o profissionalismo e a perícia técnica com que a votação foi organizada, a missão expressou preocupação com a agressividade da campanha, além de ter feito um alerta sobre a disseminação de notícias falsas, as chamadas "fake news', pela internet.

"Foi uma constante [a propagação de boatos] durante a fase pré-eleitoral e estendeu-se, inclusive, ao dia das votações. A missão reconhece os esforços realizados conjuntamente pelo Tribunal Superior Eleitoral, meios de comunicação, plataformas online e sociedade civil para combater a difusão deste tipo de conteúdo por meio de verificação da informação (factchecking)", escreveu o comissão.

O grupo é liderado pela ex-presidente da Costa Rica, Laura Chinchila, e contou com 41 observadores de 18 nacionalidades, que se dividiram em 12 estados do país, além do Distrito Federal, para acompanhar o pleito. Outros seis especialistas monitoraram a votação no exterior nas cidades de Buenos Aires, Montreal, Santiago, Washington, Paris e Cidade do México.

Os enviados seguirão trabalhando no segundo turno na elaboração de um relatório que incluirá observações e recomendações "sobre os aspectos estruturais do processo, incluídos financiamento de campanha, participação política das mulheres, justiça eleitoral, acesso aos meios de comunicação e à liberdade de expressão e participação de povos indígenas e afrodescendentes". (ANSA)