Esportes

10/07/2019 as 16:27

Milan deve negar pedido da Atalanta para jogar no San Siro

Time está procurando um estádio para disputar a Champions

Agência: Ansa
Foto: AnsaFlash<?php echo $paginatitulo ?>

(ANSA) - O presidente do Milan, Paolo Scaroni, declarou nesta quarta-feira (10) que o clube rossonero deverá negar o pedido da Atalanta para atuar a Liga dos Campeões no San Siro, em Milão.

O Estádio Azzurri d'Italia, casa do clube da cidade Bérgamo, está passando por uma revitalização e não estará pronto a tempo de se ajustar conforme os parâmetros da Fifa para receber as partidas da Atalanta na competição.

Visto isso, o clube pretende mandar seus jogos da Champions no San Siro. De acordo com a imprensa italiana, a Inter de Milão deu sinal verde para a Atalanta utilizar o estádio, mas o Milan não deverá aceitar o pedido.

"Vamos levar em conta os pensamentos de nossos torcedores, que já sofreram conosco não indo para a Liga Europa. O estádio pertence não só ao clube, mas também aos torcedores", afirmou Scaroni.

Os torcedores do Milan estão furiosos com o pedido da Atalanta, já que os clubes são rivais regionais. O jornal "Gazzetta dello Sport", por sua vez, acredita que a demora do time rossonero em dar sua resposta esteja relacionado a isso.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, seguiu a linha da Internazionale e aceitou o pedido da diretoria da Dea.

"Na minha opinião, parece ser a coisa certa a fazer. A Atalanta é uma boa equipe e eles têm o meu apoio. Se Atalanta jogar no San Siro, eu prometo que vou participar de um jogo", disse Sala, em entrevista à ANSA.

Na temporada passada, a Atalanta usou o Estádio Mapei, em Reggio Emília, para disputar os seus jogos da Liga Europa. No entanto, em comparação com a casa do Sassuolo, o San Siro é mais perto de Bérgamo, partindo daí a ideia da Atalanta de mandar suas partidas em Milão.

O famoso estádio italiano só será utilizado em competições internacionais na próxima temporada pela Inter de Milão. O Milan, por sua vez, fechou um acordo com a Uefa e foi excluído da Liga Europa por violar as normas financeiras da entidade.(ANSA)