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17/05/2019 as 09:41

Equipe econômica deve poupar pastas menores de bloqueios

"Esta semana, 25 homens brancos idosos votaram pela proibição do aborto no Alabama

Agência Sputnik
Foto: © AFP 2019 / Adrian Sanchez-Gonzalez<?php echo $paginatitulo ?>

Apenas cobrindo as partes íntimas do corpo, a modelo americana Emily Ratajkowski se manifestou contra a decisão do estado americano do Alabama de promulgar a lei do aborto mais restritiva do país.
Para chamar a atenção à nova legislação referente ao aborto, a instagramer, de 27 anos, postou sua foto seminua na rede social, cobrindo-se apenas com uma flor.

Além da imagem, a americana também escreveu um texto criticando fortemente a decisão tomada pelo Senado do Alabama, no dia 14 de maio, que proíbe a interrupção da gravidez em quase todos os casos, incluindo estupro.

"Esta semana, 25 homens brancos idosos votaram pela proibição do aborto no Alabama, mesmo em casos de incesto e estupro. Esses homens no poder estão impondo sua vontade aos corpos das mulheres para defender o patriarcado e perpetuar o complexo prisional industrial, impedindo que mulheres com poucas oportunidades econômicas tenham o direito de escolher não se reproduzir", escreveu ela.

Nos Estados Unidos, o direito das mulheres de interromperem uma gravidez está previsto na lei graças ao processo judicial Caso Roe contra Wade, de 1973, no qual a Suprema Corte dos EUA descriminalizou o aborto induzido. Este precedente também foi mencionado pela modelo em sua publicação.

"Os estados que tentam proibir o aborto são os estados que têm a maior proporção de mulheres afro-americanas. Isto tem a ver com classe e raça e constitui um ataque direto aos direitos humanos fundamentais que as mulheres nos Estados Unidos merecem e que são protegidos pelo Caso Roe contra Wade. Nossos corpos, nossa escolha!", escreveu a modelo.