Economia

23/08/2019 as 17:49

Bolsas de NY fecham em forte baixa com tensão EUA-China

Após o discurso dele em Jackson Hole, as bolsas oscilaram entre os terrenos positivo e negativo

fonte
Foto: Pixabay<?php echo $paginatitulo ?>

Por Gabriel Bueno da Costa
As bolsas de Nova York registraram quedas acentuadas nesta sexta-feira, com o apetite por risco prejudicado pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Os sinais negativos para o comércio global se sobrepuseram, assim, a afirmações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, de que a instituição continuará a agir para apoiar o crescimento econômico no país.

O índice Dow Jones fechou em queda de 2,37%, a 25.628,90 pontos, o Nasdaq caiu 3,00%, a 7.751,77 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 2,59%, a 2.847,11 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones recuou 0,99%, o Nasdaq cedeu 1,40% e o S&P 500, 1,44%.

Os índices futuros das bolsas de Nova York subiam mais cedo, porém inverteram o sinal após a China anunciar que irá impor tarifas retaliatórias contra US$ 75 bilhões em produtos americanos. As tarifas entre 5% e 10% devem ser adotadas em duas fases, uma em 1º de setembro e outra em 15 de dezembro.

Durante o discurso de Powell, os índices acionários chegaram a reduzir perdas, após o presidente do Fed deixar as portas abertas para mais relaxamento monetário mais adiante nos EUA. Após o discurso dele em Jackson Hole, as bolsas oscilaram entre os terrenos positivo e negativo.

Mas as quedas voltaram a predominar após o presidente americano, Donald Trump, afirmar no Twitter que pretende anunciar medidas contra a China em retaliação. Além disso, as curvas de juros entre os Treasuries de 2 e 10 anos chegaram a inverter, um sinal que pode prenunciar recessão à frente nos EUA. Em meio ao movimento do mercado de Treasuries, os índices acionários aprofundaram perdas.

Em comentário enviado a clientes, o MUFG destaca que investidores de ações preferiram reduzir sua exposição, em meio à "guerra econômica" entre EUA e China e à retórica de Trump sobre tarifas. "Os investidores já tiveram o suficiente e querem aplicar sua própria versão de gerenciamento de risco e estão vendendo tudo em seus portfólios", afirma o banco.

Entre os setores, energia, em dia ruim para o petróleo, e tecnologia foram os mais penalizados. Entre as petroleiras, Chevron caiu 2,17% e ExxonMobil, 2,99%, com ConocoPhillips em baixa de 3,52%. No setor de tecnologia, Apple caiu 4,62% e Intel, 3,89%.

Em dia de recuo nos juros dos Treasuries, os bancos também ficaram sob pressão: Goldman Sachs caiu 3,07%, JPMorgan perdeu 2,48% e Citigroup, 3,07%.